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Quais as perspectivas econômicas para o Brasil em 2021?

#LidereATransformação - 7 de Janeiro de 2021

Apesar de 2021 já ter começado isso infelizmente não significa que os problemas trazidos pelo ano que acabou de terminar nos deixaram. Pelo contrário, as mudanças que ocorreram em 2020 ainda serão sentidas por bastante tempo e, por isso, muitas das perspectivas econômicas para esse ano que se inicia ainda têm suas raízes nos acontecimentos marcantes do final da década. 

Em aula exclusiva para alunos LIT, o Prof. Dr. José Cláudio Securato apresentou algumas das tendências para o cenário econômico brasileiro em 2021, considerando que ainda vivemos um momento de insegurança já que a crise trazida pela Covid-19 ainda não acabou e muito do que se especula para esse ano que acaba de chegar dependerá das medidas sanitárias e econômicas que serão tomadas em relação à pandemia. 

Perspectivas para o cenário econômico brasileiro em 2021

Ambiente político 

O que ocorre na política brasileira é determinante para a confiança ou não dos investidores no mercado. Em relação à pandemia, as expectativas econômicas dependem das decisões relacionadas aos auxílios, que mantiveram a economia funcionando em 2020, e principalmente da criação de um plano de vacinação. Para Securato, a vacina é um sinal de segurança e estímulo para a economia. "Mas o fato é que o Brasil está muito atrás, ainda não há um plano para isso. Sem vacina, não vai ter abertura", ressalta ele. 

Além disso, 2021 chega com a eleição do novo presidente da câmara dos deputados, que acontecerá em fevereiro, e também o início das novas prefeituras eleitas no ano passado. "Essas forças definirão o novo arcabouço político que direcionarão os próximos dois anos", comenta o Professor. 

PIB

O Professor Securato fez algumas considerações relacionadas aos principais fatores que compõem o PIB (Produto Interno Bruto), índice que nos permite avaliar se a economia brasileira cresceu em um determinado período.Infográfico Como é calculado o PIB

Consumo 

Em 2020 os auxílios reduziram os impactos no consumo causados pelo desemprego, permitindo que a economia continuasse rodando, assim, o poder de compra em 2021 também será impactado por essa ajuda. Há também a perspectiva no momento de baixa intenção de compra, ou seja, com receio, as pessoas preferem poupar do que gastar. 

Investimentos 

Securato destaca que devem haver poucos resultados vindos de concessões e privatizações, além de escassas mudanças nos investimentos estrangeiros. O ponto positivo é que, com os juros baixos, há dinheiro no mundo de sobra que pode ser alocado em outros itens como a bolsa e até negócios. Porém, na visão dele, há outro problema: "O Brasil está encurralado na questão ambiental. Está se vendendo mal, com um discurso contra o meio ambiente e a preservação. Acho que temos que ter uma postura mais construtiva, estamos tratando o assunto da forma errada", destaca.

Gastos do governo 

A grande discussão do início de 2021 é se o estado de emergência, que permite o gasto com os auxílios, será ampliado ou não. De qualquer forma, o orçamento para o ano que se inicia é deficitário, ao mesmo tempo que a ajuda à população é fundamental para garantir o consumo básico. 

Saldo comercial

Neste caso, o PIB se beneficiará da retomada da economia chinesa importante tanto para a importação quanto exportação brasileira. 

Desemprego

O desemprego em 2021 deve subir. O Professor explica que esse é um fato cuja recuperação deve ser lenta, ou seja, mesmo com um possível crescimento do PIB é provável que o desemprego demore mais para cair. Além disso, a pandemia acelerou a transformação digital nas empresas de maneira exponencial o que significa que muitos profissionais terão de ser recapacitados para voltar ao mercado de trabalho.

"Reskilling é fundamental para a empregabilidade. Existe um mundo novo pós-covid. A pós-modernidade foi antecipada, há muita oportunidade para quem se capacitar, mas muitas pessoas não estão percebendo isso", ressalta Securato. 

Inflação

Assim como em 2020, haverá alta da inflação devido ao câmbio e à demanda dos auxílios. Porém, o Professor explica que este não é um problema estrutural já que provém de problemas que tendem a ser resolvidos a medida que a pandemia for chegando ao fim, Por conta da inflação, também deve haver alta dos juros que no ano passado chegaram aos menores valores da história. 

Câmbio

O câmbio em 2021 deve oscilar por volta dos R$ 4,90. Tudo dependerá dos sinais que o governo mandará para o mercado através de suas medidas e também da quantidade de dólar que entrar e sair do Brasil. 

Riscos

O Professor também elencou alguns riscos que podem impactar a economia brasileira em 2021, lembrando sempre que o fim da pandemia não significa diretamente a retomada econômica. São eles: 

  • Risco político e de governabilidade;
  • Pressão negativa do novo governo norte-americano;
  • Imagem negativa brasileira frente ao mundo nas questões ambientais.

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