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O impacto da Inteligência Artificial no futuro do trabalho

#LidereATransformação - 2 de Maio de 2020

Quando você pensa em Inteligência Artificial (IA), qual é a primeira imagem que surge em sua cabeça? Provavelmente robôs e cenas de filmes de ficção científica, certo? Ou, caso já tenha pesquisado um pouco sobre o assunto, talvez se lembre com alguma apreensão de palavras como transformação digital, inovação, disrupção, economia compartilhada - e uma dificuldade de entendimento do que elas significam de fato em sua carreira.

Foi pensando nisso que o Prof. Dr. Adriano Mussa escreveu o livro Inteligência Artificial - Mitos e Verdades: As reais oportunidades de criação de valor nos negócios e os impactos no futuro do trabalho. Em um bate-papo exclusivo com os alunos do LIT, ele falou mais sobre esse tema tão importante. 

Quando o assunto é carreira, podemos falar em riscos e oportunidades envolvendo a IA. Oportunidade de deixarmos de lado tarefas repetitivas e pouco sociais e ir ao encontro das ações que mais nos caracterizam como seres humanos. O risco fica, principalmente, por conta da extinção de funções que terão boa parte de suas tarefas automatizadas.

Impacto da Inteligência Artificial na economia mundial

Segundo a Mckinsey Global Institute, a IA vai criar US$ 13 trilhões de valor para a economia mundial até 2030, um incremento de 16% no PIB mundial. Mas como será que vamos nos adaptar a tantas mudanças?

Mussa acredita que, ao contrário das primeiras Revoluções Industriais, um ajuste simples da regra ‘automatização -> menor custo/preço -> maior poder de compra -> maior demanda/produção -> mais empregos’ não irá acontecer dessa vez.

Entre outros motivos, ao contrário da quebra de tarefas manuais em pequenas partes ao trabalhador (deskilling), a IA exige o conhecimento de temas complexos (upskilling), como matemática, estatística, programação e negócios, por exemplo. Além disso, a velocidade da IA para chegar em grandes resultados é muito maior. 

O futuro do trabalho

Isso, claro, impacta nos empregos. Instituições como a McKinsey e PwC entendem que, se 70% das tarefas de um cargo podem ser automatizadas, essa função está em risco. Discussões sociais, legislativas e trabalhistas tendem a desacelerar esse processo e frear um desemprego mundial em massa. E, claro, nascem novas funções relacionadas a garantir que a Inteligência Artificial seja treinada corretamente.

Quanto mais criativa e social, mais segura esta função está no mercado de trabalho. E quanto mais repetitiva e menos social, chegamos a uma zona de risco. Mesmo assim, o Fórum Econômico Mundial faz previsões de alteração entre o balanceamento da relação homem-máquina em todos os setores da economia.

E quais são as soluções sendo estudadas hoje? Entre os temas em discussão, estão a redução da jornada de trabalho, a criação de renda mínima às pessoas com empregos extintos pela IA e a remuneração de trabalhos sociais, por exemplo. Mas o tema central aqui responde por uma palavra: reskilling.

Adquirir novas competências é uma solução de depende mais fortemente de cada indivíduo - e não de uma mudança social ou governamental, como os outros itens citados. Aprender tecnologia, design, programação e análise de sistemas estão entre os skills do futuro, assim como o desenvolvimento de um pensamento analítico, criatividade e inovação, liderança e a capacidade de solucionar problemas complexos, entre outros.

Quer continuar essa discussão?

Inscreva-se aqui no LIT e assista ao webinar Inteligência Artificial - Reskilling e o futuro do trabalho. O livro do Prof. Adriano Mussa, que é Diretor Acadêmico e de Inteligência Artificial do LIT, está disponível para compra da versão física e online aqui.

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