Games corporativos: ferramenta inovadora de educação empresarial

25 de Junho, 2018 Por LIT
Veja como os games corporativos podem trazer inovação na educação empresarial. e como podem ajudar na redução de conflitos e integração entre áreas.

Você sabia que games corporativos podem ajudar na integração entre as áreas e na redução de conflitos? Em um primeiro momento pode até parecer estranho propor jogos para o ambiente de trabalho. No entanto, eles são apontados como uma maneira disruptiva de educação empresarial. Mas de que forma isso acontece? Siga com a gente que vamos explicar todos os motivos!

Uma metodologia disruptiva para integração entre áreas e redução de conflitos

O uso de games corporativos contribui, principalmente, com a aprendizagem na prática. Por exemplo, quando um colaborador é submetido a tomar uma decisão similar a de seu dia a dia no jogo, ele é convidado a agir. As escolhas darão um resultado, que pode ser bom ou não para ele.

No Brasil, os olhares para os jogos corporativos se voltaram desde a segunda metade da década de 2000. Eles entraram definitivamente no radar das empresas quando é preciso transmitir uma mensagem forte.

Presidente da Saint Paul, José Cláudio Securato explica que o grande desafio das universidades, escolas de negócios e empresas é conseguir fazer o colaborador aprender aquilo que está sendo apresentado e que este o coloque em prática.

“Acho que tanto os jogos corporativos, quanto simulações e dinâmicas são fundamentais. Elas tiram as pessoas do processo de uma sala de aula expositiva. Muitas vezes para elas isso é entediante e essas atividades trabalham além da experiência em sala de aula”, avalia.

Resumindo, ao tirar a pessoa do ambiente de trabalho e colocá-la em um ambiente externo, o debriefing é personalizado em relação ao problema que ocorre com ela.

Como os games corporativos podem reduzir falhas

Os jogos corporativos deixam na memória dos participantes algo que outras atividades, como um workshop, não conseguem o mesmo efeito. Esse conhecimento pode ser aproveitado pelos Recursos Humanos para iniciar um processo de mudança de cultura na empresa.

No entanto, os games não devem ser usados apenas como o fim da aprendizagem. Para Securato, é preciso entender que eles fazem parte do processo e que não devem ser a ponta. Para ilustrar essa questão, o professor traz dois exemplos.

O primeiro é de uma pessoa que está interessada em aprender fazer risoto. Ela compra um curso online sobre o assunto e depois de algumas tentativas consegue acertar o prato. Já o segundo é alguém que precisa entender sobre planejamento estratégico.

“O problema é que o risoto você faz, perde um pouco de arroz, e na primeira ou décima tentativa vai sair corretamente. Mas o planejamento estratégico não pode ser feito 10 vezes, ou você quebra a empresa. Isso porque tem coisas que são passíveis de serem colocadas na prática e coisas que não. É aí que entra a questão de criar formas das pessoas chegarem cada vez mais perto disso”, conclui.

Uma forma de aprender ensinando

Os games corporativos têm o direcionamento de ensino fortemente voltado à andragogia - arte ou ciência de orientar adultos a aprender.

Conforme o adulto vivencia as experiências do jogo, ele percebe os comportamentos que precisam ser mudados. A partir daí, pode tomar a decisão de uma mudança comportamental mais consistente, quando comparado com métodos como palestras ou aulas.

Alguns games chegam a usar situações reais para que sejam aplicadas estratégias, o que dá ao jogador a condição de protagonista. As decisões tomadas por ele também podem auxiliar seus gestores, que podem fazer análises a partir do que foi decidido pelo colaborador.

Outro fator a ser observado é que ao ensinar o jogo para outra pessoa, quem está jogando aprende duas vezes. 

“Ensinar é um processo de aprendizado riquíssimo porque é o momento em que você é obrigado a estruturar o conhecimento em sua cabeça para passá-lo para outras pessoas. E essas outras pessoas vão te questionar sobre coisas que você ainda não tinha pensado”, comenta Securato.

Porque jogos, no geral, são geralmente aceitos pela grande maioria das pessoas, os jogos corporativos sem dúvida saem na frente de muitas outras ferramentas de aprendizagem. Para o presidente da Saint Paul, é necessário que se vá além disso.

“O que eu acho que a gente tem que tentar fazer, como estamos tentando aqui na Saint Paul, é dar um passo a mais para fazer o aluno se expor mais na construção da solução do problema e não só na análise do mesmo.”


Gostou de saber como os games corporativos ajudam na integração entre áreas e na redução de conflitos? Sua empresa já teve experiência com games para treinar os colaboradores? Para acessar mais conteúdos, entre no blog da Saint Paul!

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