Como a educação pode ajudar no nivelamento de equipes

21 de Agosto, 2018 Por LIT
Veja como um modelo disruptivo de educação pode auxiliar o nivelamento intelectual dentro da empresa, criando equipes mais homogêneas.

A disparidade de educação e formação entre os colaboradores é um dos maiores desafios das empresas, principalmente quando falamos no nivelamento de equipes. Isso acontece porque as pessoas têm conhecimentos diferentes.

Quando levamos em consideração a diferença de gerações, a distância de entendimento sobre determinado assunto pode ser ainda maior. Com isso, é muito difícil promover programas de treinamento que conseguem ser eficientes para todos. Enquanto uns dizem que os assuntos abordados são muito difíceis, outros acham muito básicos.

Esse conflito pode ser resolvido quando é oferecida uma experiência personalizada de educação, com o objetivo de melhorar o nivelamento de equipes, para que sejam capazes de estar na mesma página quando receberem um treinamento mais avançado. 

Só por meio da educação é possível fazer com que o nível seja elevado, as equipes fiquem mais homogêneas e possam produzir mais e melhor.

Mas aí vem uma questão crucial: será preciso mandar os colaboradores de volta para as salas de aulas? Talvez muitos não tenham tempo ou achem o modelo tradicional de ensino cansativo. 

É aí que entra um conceito diferente de aprendizagem: o onlearning - modelo disruptivo de educação constante, que significa dizer que a pessoa estará sempre aberta para aprender mais e no seu tempo.

Ficou interessado em saber o que ele tem a oferecer em relação ao nivelamento de equipes? Então siga com a gente na leitura do artigo!

Como conciliar educação e nivelamento de seus colaboradores

José Cláudio Securato, presidente da Saint Paul Escola de Negócios, explica que, embora seja natural do ser humano aprender, existe em nós um “modo aprender” na busca pelo conhecimento.

“É como se o cérebro ativasse o modo on para graduação e, depois que termina, mudasse para o off. Aí o aluno resolve fazer um MBA e o modo on é novamente ativado; e assim ele intercala esses modos ao longo da vida adulta, fazendo um lifelong learning estático. Só que o modo de aprender deveria estar constantemente ligado”, analisa.

Securato enfatiza ainda que o adulto só aprende aquilo que faz sentido para ele. Ou seja, não adianta obrigá-lo a estudar só por estudar. Ele precisa entender quais benefícios terá tanto para a carreira quanto na vida pessoal se tiver mais conhecimento.

Aprendizagem em micro-momentos

O conceito do onlearning está ligado ao modo do aluno estar sempre aberto ao aprendizado. Aqui entra uma questão importante: seria extremamente cansativo para uma pessoa fazer isso no ritmo da graduação.

Por isso, Securato defende que a aprendizagem deve ocorrer em micro-momentos, no qual a pessoa pode aprender em curtos espaços de tempos, como quando toma café da manhã ou faz uma viagem para o trabalho.

“O micro-momento é utilizado durante insights de querer aprender. Então ele pode usar o seu momento ‘quero aprender’, que é geralmente muito rápido, para estudar rapidamente um tema que será debatido numa reunião enquanto se desloca para lá, por exemplo.”

Neste contexto, a tecnologia entra como protagonista para possibilitar essa aprendizagem constante. A inteligência artificial se alia à educação para possibilitar o ensino em uma experiência incrível para a criação de equipes homogêneas.

“O uso de plataformas, em que a pessoa tem acesso ao que ela está interessada em aprender, com conteúdo personalizado, é o ponto chave disso. Têm que proporcionar os micro-momentos de maneira intuitiva, em que você consegue aprender em seu tempo. Há um ritmo próprio de aprendizado.”.

Para ele, a educação do futuro deve ajudar o aluno a resolver problemas na sua vida prática, seja na empresa, na startup ou na criação de um novo negócio.

Por fim, outro ponto interessante desse método de aprendizagem em micro-momentos é que ele é mais acessível financeiramente. Um recorte sobre os universitários norte-americanos, por exemplo, mostrou que em 10 anos o salário médio de quem era graduado ficou o mesmo, mas o custo para terminar a graduação aumentou 30% dentro deste mesmo período.

O onlearning questiona por que a educação precisa ser cara e oferece alternativas com micro-certificações. Dessa maneira, a pessoa pode agregar conhecimento pagando exatamente por aquilo que estuda.

Atualmente, organizações que aprendem constantemente adquirem uma fonte inesgotável de diferencial competitivo. Além disso, contribuem para o estímulo e retenção de seus colaboradores, o que também influencia no desempenho organizacional.

A educação pode, sem dúvida, ser um bom caminho para a conquista de equipes homogêneas em uma empresa. E o onlearning pode facilitar esse processo. Pense nisso!

Esse método de aprendizagem disruptivo mudará a forma de como as empresas pensam no nivelamento de equipes.

Gostou de saber mais sobre a relação entre educação e nivelamento? Para ler outros conteúdos, confira nosso blog! Até a próxima!

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