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Caso Magalu: 3 razões por trás do sucesso da estratégia

#LidereATransformação - 24 de Março de 2021

Com uma avaliação de mercado de R$ 180 milhões em 2015 que saltou para atuais R$ 70 bilhões, a Magazine Luiza é um caso confirmado de sucesso. Referência em empresa movida à tecnologias exponenciais a partir de uma trajetória nada convencional (comparada a outros gigantes do varejo brasileiro), é possível identificar alguns pontos que deixam a estratégia da Magalu mais clara e que podem servir de inspiração para qualquer empreendedor. 

No curso rápido Magalu: A estratégia por trás do fenômeno, o professor Adriano Mussa, PhD, explica algumas das ações que a tornaram o fenômeno que é hoje.

1. De linha para plano

O primeiro passo para entender o case Magalu é compreender a visão ponto, linha e plano. Divergindo da ideia de Porter sobre as forças atuantes, essa visão enxerga todas as empresas e marcas como um de três tipos de negócio. Entenda-os de forma resumida:

  • Ponto: Empresa especializada em um tipo específico de mercado.
  • Linha: Empresa que domina uma cadeia de mercado. Por exemplo: a Americanas é uma grande atuante no mercado de produtos de consumo duráveis.
  • Plano (ecossistema): Empresa que permite que várias outras empresas linha ou plano atuem a partir da sua própria existência no mercado. Por exemplo: a gigante americana Amazon, que atua principalmente ligando compradores a vendedores.

Com esses conceitos estabelecidos, é necessário saber que a Magalu está deixando de ser uma empresa linha para atuar como plano - e é essa visão de mercado que a permitiu tomar ações estratégicas que a transformaram no player que é hoje. 

2. Nova estratégia, novos drivers

A mudança de estratégia fez com que novas metas e objetivos fossem traçados. Como resultado, os executivos da Magalu tinham novos drivers para seguir.  Entender esses drivers é essencial para compreender porque a trajetória foi tomada - e também nos permite pontuar as diferenças para outras empresas. Esses drivers são:

  • Crescimento exponencial (3P): Agir como um terceiro elemento, possibilitando as transações entre compradores e vendedores. De forma leiga: vender o produto dos outros.
  • Novas categorias: Crescer seu portfólio incorporando empresas ponto e linha em seu ecossistema.
  • Super APP: Ter uma plataforma que comporte todos os serviços e produtos que seus clientes e vendedores querem vender/comprar e que a permitam ser data-driven. 
  • Entrega mais rápida: Ter o melhor serviço possível, principalmente em um Brasil onde a população, no geral, não tem um bom histórico de confiança em logística.
  • MaaS (Magalu as a Service): Venda de serviços provindos da própria Magalu. Por exemplo: serviços automotivos e de inteligência financeira para seus clientes parceiros.

3. As aquisições

O verdadeiro diferencial do Magalu foi fazer as melhores aquisições de negócios, a partir de seus novos drivers, de forma a agregar e expandir seus serviços e produtos oferecidos. Para exemplificar a forma como ela aborda isso, veja algumas das aquisições e fusões do ano de 2019:

  • Acqui-hire de consultoria especializada em ciência de dados
  • Aquisição PorQueNão (empresa de mídia interdependente)
  • Aquisição Netshoes (maior varejo de calçados online do Brasil)

Além disso, são constantes as ações para expandir o alcance e qualidade das entregas. No mesmo ano mencionado, mais de 100 cidades foram cobertas pela Logbee (empresa de logística e entregas adquirida anteriormente pelo Magalu), foi atingida a marca de 1000 lojas físicas da empresa e houve a entrada nos estados do Mato Grosso e Pará.

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