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Afinal, quem é o cliente da escola?

#EducaçãoDisruptiva - 17 de Janeiro de 2021

A educação básica, seja a pública ou privada, não é um serviço como qualquer outro - já que envolve um importante papel social e, ao mesmo tempo, individual. Por isso, a pergunta "Quem é o cliente da escola?" é extremamente complexa, e pode ser analisada sob diferentes pontos de vista. 

Aqui no LIT, o tema foi debatido em evento online com a presença do nosso CEO e idealizador, professor José Cláudio Securato, PhD, do consultor em inovação e gestão educacional Paulo de Camargo,  e de José Ernesto Bologna, psicólogo, escritor e consultor de empresas e escolas em inovação.

A ideia de que a escola possui clientes surgiu entre as décadas de 1980 e 1990, quando, diante de diversos novos planos econômicos no Brasil, a relação entre as instituições educacionais e a comunidade entraram em conflito pela falta de marcos regulatórios. A solução foi o estabelecimento de contratos que trouxeram consigo a noção da escola como prestadora de serviço. 

A importância da escolha da escola

Para Paulo, responder a questão envolve pensar principalmente no processo de escolha dos pais quando optam por colocar seus filhos em determinada instituição. Essa decisão é tomada levando em consideração tanto os aspectos socioculturais quanto os sonhos e medos das famílias em relação à vida de suas crianças.  

Essa escolha também é influenciada por narrativas do que seria uma escola boa. Um bom exemplo é a crença de que as melhores instituições são aquelas com alta performance acadêmica - mas resultados de sucesso nos vestibulares não garantem que esse lugar seja o certo para todos os alunos. Por isso, Paulo ressalta: "Quando as pessoas e instituições se escolhem, é algo complexo, é uma decisão de fórum íntimo e que também atende demandas sociais". 

O cliente como uma ideia abstrata

Para Bologna, essa questão pode ser vista por um lado mais filosófico, pensando, por exemplo, no cliente da escola como o passado (no sentido de formar cidadãos com base nas tradições e costumes) ou o futuro (a formação daqueles que construirão as próximas gerações). De maneira sintética, ele resume a resposta como: "No fundo o cliente da escola é o processo civilizatório, aquele no qual a sociedade procura se aprimorar, que é algo humano".

Esse definitivamente é um assunto que gera muitas reflexões, por isso, confira o evento na íntegra: 

 

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